DORES
As dores que me consomem, sem cessar,
São sombras que apertam o peito em clausura,
Em cada lágrima, um rio a rolar,
Deságuam em mim, em pura amargura.
Recordações de tempos já distantes,
Visões que o tempo em vão não apagou,
Carrego as mágoas como antigos amantes,
Em cada instante, um coração que parou.
Busco na brisa um alívio, uma paz,
Mas estas dores são marcas do passado,
Que insistem em não me deixar jamais.
Na esperança, meu peito se ergue cansado,
Quem sabe um dia, a luz que se desfaz,
Renove o sol desse céu desolado.
Antonia Nery Vanti (Vyrena)
Direitos autorais reservados®
Imagem do Google
Enviado por Antonia NeryVanti (Vyrena) em 28/03/2025