MEUS MEDOS
Meus medos moram no escuro da mente,
Silenciosos, frios, sempre presentes.
Vestem-se de sombras, andam lentamente,
Sussurram segredos que ninguém sente.
Temem o tempo, o fim, o agora,
A dor que chega sem dar demora.
Temem a perda, o adeus sem volta,
Portas fechadas, promessas soltas.
Há medo na espera, no não saber,
No que os olhos fingem não querer ver.
No grito calado dentro do peito,
No passo incerto, no rumo imperfeito.
Meus medos não gritam, mas pesam no chão,
São brumas que turvam meu coração.
São rostos sem nome, passos sem som,
Mas vivem comigo — e sempre serão.
Ainda assim, caminho e insisto,
Com medo na alma, de coragem me visto.
Pois mesmo com eles a me rondar,
Há luz nos olhos de quem ousa andar.
Antonia Nery Vanti (Vyrena)
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Enviado por Antonia NeryVanti (Vyrena) em 16/09/2025